Conheça Paulo Guedes, responsável pela economia no Governo Bolsonaro

Carreira
Nascido no Rio de Janeiro, Paulo Guedes é filho de uma servidora do Instituto de Resseguros do Brasil e de um vendedor de material escolar, aposentados, e possui um irmão caçula, Gustavo Henrique Nunes Guedes. Graduou-se na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais e realizou mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 1974, ingressou no Departamento de Economia da Universidade de Chicago, com auxílio de bolsa do CNPQ. Por não ter tido sua pós-graduação brasileira reconhecida, obteve novo mestrado antes de ingressar no programa de doutoramento, concluído em 1978, numa instituição referência do pensamento econômico liberal.

Também atuou como docente em regime parcial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na FGV e no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) no Rio de Janeiro. Durante a ditadura militar chilena, aceitou um cadeira de docência em tempo integral Universidade do Chile, então sob intervenção militar.

Foi diretor-técnico, sócio e docente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) na década de 1980, onde atuou por 16 anos.

Em 1983, foi um dos quatro fundadores do Banco Pactual, onde atuou como chefe executivo e chefe estrategista.

Foi sócio-fundador e diretor executivo da JGP Gestão de Recursos, onde era um dos responsáveis pela supervisão da gestão do Fundo JGP Hedge e pela estratégia das operações. Também tornou-se membro do conselho diretor da PDG Realty S.A Empreendimentos e Participações, da Abril Educação S.A. e da Localiza Rent a Car S.A.

Foi um dos fundadores do think tank brasileiro Instituto Millenium, também foi sócio-fundador do grupo financeiro BR Investimentos, que se tornaria parte da Bozano Investimento.

Foi colunista dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo e das revistas Época e Exame, abordando temas ligados ao mercado de capitais e gestão de recursos. Atualmente, publica regularmente artigos no site do Instituto Millenium.

Posicionamentos

O economista, de posições liberais no campo econômico, tem sido defensor da privatização das estatais brasileiras, da reforma tributária e da reforma da previdência. Defende isenção do IRPF para quem tem renda de até cinco salários mínimos e uma alíquota única de 20 por cento no Imposto de Renda Pessoa Física (IR) gerando redução deste imposto para as faixas que tem maior renda.

Defende também a defesa de uma menor taxação sob os lucros de empresas (IRPJ e CSLL). Atualmente, é cobrado 34% (25% de IRPJ + 9% de CSLL). A ideia é reduzir de 34% para 15% e cobrar 15% sob as retiradas de lucro dos sócios para que assim as empresas tenham menos oneração e os empresários optem mais pelo reinvestimento em suas empresas.

Outra ideia é a substituição tributária do PIS, COFINS, IPI, IOF e outros, que somados em média representam entre 30 e 40 por cento nos produtos industrializados, por um imposto único em torno de 0,5% aplicado sob as movimentações financeiras.

Além disso, em sua coluna no jornal O Globo, Guedes tem sido crítico da política brasileira atual e tem destacado a Operação Lava Jato como referência no combate a corrupção.

Irregularidades

Em 2 de outubro de 2018, o Ministério Público Federal decidiu iniciar uma investigação, sob a alegação de que Guedes teria cometido irregulares na gestão de fundos de investimentos que receberam aportes de fundos de pensão de empresas estatais brasileiras investigadas pela Operação Greenfield. Guedes nega as acusações e diz que a denúncia foi feita para confundir eleitor.

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